Sábado, 14 de Janeiro de 2012

"Para onde pensam que vou ou de onde venho? - perguntaria.
Eu aspiro ao amor."

Eu tenho um amor. É impraticável não o ter, não o sentir, não o querer agarrar com a força da terra. Está ligado ao útero e ao cérebro pela vontade do sangue que um dia foi janela aberta para o mundo. Era sangue porque era vivo. É sangue ainda porque até nas esquinas de um país que não é meu é com ele que construo memórias.
E da janela vejo um chão de estrelas porque sou senhora do Mar.

Herberto Helder - os passos em volta (Holanda)
Fotografia da Piazza del Popolo em Cesena




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